domingo, 7 de março de 2010


A Colheita

A serenidade já contida na aura
Aqui expressa sua verdadeira força
Através do pedido por entre linhas
Aquele que clama - JUSTIÇA!

Terra e céus se contraem e emanam
A desgraça que gira em torno do ser que peca
Levando todo o pagamento, a penitencia
O sofrimento e a dor dominarão teu plano

Não serás nunca como antes
Saiba onde pisa antes de sentar-se ao trono
Pois sua voz interna agora muda
Te tritura, despedaça em todo seu encanto

Onde quer que vá te acompanhará
A ferida que corroerá teu sono
Tua vida já não será a mesma
Tua alma padecerá no mesmo plano

A roda da vida gira mais uma vez
Em tres voltas ela rodará
Em tres tombos tu cairás no abismo
E será dominado pela letra do paganismo

Através do ar eu envio
A justiça que meu ser clama
Os Deuses que cuidam do meu destino
Farão com que você pague pelos atos omitidos
E através desta prece
Eu serei ouvido!


"Um fato nefasto foi cometido",
Trazendo dor a quem estava desprotegido,
Palavras de poder, versos sublimes,
Ajudem-me a vingar este crime.

sábado, 6 de março de 2010



Monotonia Solida

Batendo na porta o cheiro putrefaço
Sufocante; agonizado, inalo
O atormentador verme da tumba
A carnificina vermífera do presságio
Que chega leve, despercebida
Ao toque no coração que jás amargo
O sangue que aos poucos seca na veia
Entala o grito libertário
Os pensamentos; como larvas trituram
Sugam, rastejam, soluçam
Por entre a carne e o ser que padece
Que vive por entre os umbrários
Porém a nebulosa cinza que se cria
Leva o choque foraz da luz da vida
E aos poucos dia-a-dia se desenterra
Se decipa em meio à terra vermelha
O sorriso que em sua face dança
Ao sacolegear do vento, na rosa trepadeira
Que com a luz de Apollo se aflora
E joga sementes para a procriação agora
Como um dia as frases lidas sem querer
Que em uma semente, no coração plantada;
Há de aflorescer e germinar muitas incógnitas
Como estes rastros, entre linhas escritos, em uma folha morta
Que um dia nos forneceu o ar que alimenta a aura
Para a vivencia do ser que sobrevive...
E desesperadamente chora...