segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

( Sem nome - [PT I] )



Ao passar das estações
Em meu trilhar eu notava, percebia
Uma palidez sentada na esquina
Escondendo a melancolia do ser que sorria

Pobre menino dos olhos d'agua
Todos os dias avisto-o sobre minha caminhada
Pobre menino dos olhos d'agua
Quéres um lenço? Para enchugar as lágrimas? ...

Quando criança corria, sorria, até soluçava
Pobre anjo tivera cortada tuas asas
Não se deprima desta forma tao rubra e crua
Pobre menino dos olhos d'agua

A vida têm sido, tão tola, tão brava!
Dos pais não tivera importância nenhuma
Da família sequer um falso riso
Pobre menino dos olhos d'agua

Sempre em frente prossigo e reparo
Que o dia já não é mais claro - chuva
Como antes, vejo-o lá sentado
Probre menino dos olhos d'agua

Mais um lenço noturno se vai
O céu mostra a luz da vida mais um dia
O Sol renasce atravéz da janela
" -Menino triste, o que será que esperas?"

Ensolarado ao som dos pássaros
Prossigo mais uma vez a trilha que sempre faço
Mais uma vez vejo-te menino
Ora ,ora! Por que estás tão gelado?

Olho para o azul, que sobre mim se torna cinza
Desesperado procuro um sinal sequer de vida
Sob o menino só existe um lago - lágrimas!
Pobre menino dos olhos d'agua

Levanto-me e em teu lugar fico
Ali parado com teu cheiro de sangue na camisa listrada
Que triste desfecho tivestes para mim ó Sophia
Em meus olhos já sinto gotículas de agonia
Pobre menino, por que tivestes tal martírio escondido

Mas não se preocupe, meu amigo
O novo menino surgiu, bem mais aflito

Aqui ficarei, aqui eu vivo.
Pois tua imagem na mente está lançada
E meu coração já não suporta tal ardor
De viver te vendo sempre na beira da estrada
Sem ninguém, sem amor

Morto em meus braços o teu ultimo suspiro
Que carregastes as feridas do teu ser sofrido
Inundaram em meu olfato nítido;

Pobre menino dos olhos d'agua me tornei
Pobre menino dos olhos d'agua....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010




O Nômade e o Tempo


Por tempos percorri por oceanos
De águas negras, grandiosas belezas
Reflexo da vida em outro plano
Espelho oculto mundano

Por entre a Ida e a Vinda
A saudade do que não podia;
O sentimento ausente no peito crescia
A ansiedade no desespero; enlouquecia

A nostalgia do que nao vivi
A flor murcha sem vida
A alegria que nao foi sentida
O abraço sincero; desaparecia...

Cruel vida! Por que andastes às pressas
Passas-te todos os dias pela janela ao sopro do vento
Ouço teus paços baixinho atrás da porta - atento
Doce adubo serás quando chegares ao coração desalento.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010




"Keruv" ( to Menadel )


A gota da vida universal que cria
Que exala o amor e a compaixão
Escondem a existência de um ser na vida;
Por todo o caminho estendeu-lhe a mão

Energia viva desconhecida
Vindas de tempos distantes à vida
Das pirâmides até o contemporâneo
Alimentando-se de luz em outro plano

Arcanjo; belo dimensional encanto
Em meu leito lhe agradeço e clamo
Sempre cobrirás meus caminhos na ida
Na vinda e na despedida

Me envolva e me intorpeça de paz
Livre em vida eu possa caminhar
Conhecer o norte e sul, leste e oeste
Com a energia azul, liberta-me-ei atravéz da prece

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010









Escudo e Aço I

A pele que antes; fria e sem ardor
Cuspia o enxofre murcho, a alma sem vigor
Hoje queima em pleno esplendor de luzes vivas
O ser que habita a minha sina; hoje ensina

Guardioes e protetores da luz; calor
Guiando-me por entre o orvalho que cresce em minha Janela
Que por mais que a ausencia, a matéria seja incolor
Corro e percorro por atrás dela - amor

Hoje devagar prossigo - pois já tive pressa
Aos poucos vou me limpando do limbo cru que a vida propera
Perdido vaguei por mil quimeras
De sonhos! ilusoes, amores? - nao tenha pressa!


Escudo e Aço II

Em frente a todo este espetáculo
Poderás nao entender-me ó palhaço
Aqui onde me regenero; minha sorte sou eu quem faço
Não venha tentar sucumbir-me; farei-o em pedaços!
Cuidado, pois de tanto martírio que tive, hoje já não caio

Em meu lado direito: A Sabedoria - pergaminhos dourados!
Em meu lado esquerdo: A Força - deceparei-o às mãos, a vingança, os escárnios!
Em minha frente: A Evolução - A pirâmide que em meu ser sustente!
Em minhas costas: O Arcanjo - Às asas de um lunático.