( Sem nome - [PT I] )
Ao passar das estações
Em meu trilhar eu notava, percebia
Uma palidez sentada na esquina
Escondendo a melancolia do ser que sorria
Pobre menino dos olhos d'agua
Todos os dias avisto-o sobre minha caminhada
Pobre menino dos olhos d'agua
Quéres um lenço? Para enchugar as lágrimas? ...
Quando criança corria, sorria, até soluçava
Pobre anjo tivera cortada tuas asas
Não se deprima desta forma tao rubra e crua
Pobre menino dos olhos d'agua
A vida têm sido, tão tola, tão brava!
Dos pais não tivera importância nenhuma
Da família sequer um falso riso
Pobre menino dos olhos d'agua
Sempre em frente prossigo e reparo
Que o dia já não é mais claro - chuva
Como antes, vejo-o lá sentado
Probre menino dos olhos d'agua
Mais um lenço noturno se vai
O céu mostra a luz da vida mais um dia
O Sol renasce atravéz da janela
" -Menino triste, o que será que esperas?"
Ensolarado ao som dos pássaros
Prossigo mais uma vez a trilha que sempre faço
Mais uma vez vejo-te menino
Ora ,ora! Por que estás tão gelado?
Olho para o azul, que sobre mim se torna cinza
Desesperado procuro um sinal sequer de vida
Sob o menino só existe um lago - lágrimas!
Pobre menino dos olhos d'agua
Levanto-me e em teu lugar fico
Ali parado com teu cheiro de sangue na camisa listrada
Que triste desfecho tivestes para mim ó Sophia
Em meus olhos já sinto gotículas de agonia
Pobre menino, por que tivestes tal martírio escondido
Mas não se preocupe, meu amigo
O novo menino surgiu, bem mais aflito
Aqui ficarei, aqui eu vivo.
Pois tua imagem na mente está lançada
E meu coração já não suporta tal ardor
De viver te vendo sempre na beira da estrada
Sem ninguém, sem amor
Morto em meus braços o teu ultimo suspiro
Que carregastes as feridas do teu ser sofrido
Inundaram em meu olfato nítido;
Pobre menino dos olhos d'agua me tornei
Pobre menino dos olhos d'agua....
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