quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010




O Nômade e o Tempo


Por tempos percorri por oceanos
De águas negras, grandiosas belezas
Reflexo da vida em outro plano
Espelho oculto mundano

Por entre a Ida e a Vinda
A saudade do que não podia;
O sentimento ausente no peito crescia
A ansiedade no desespero; enlouquecia

A nostalgia do que nao vivi
A flor murcha sem vida
A alegria que nao foi sentida
O abraço sincero; desaparecia...

Cruel vida! Por que andastes às pressas
Passas-te todos os dias pela janela ao sopro do vento
Ouço teus paços baixinho atrás da porta - atento
Doce adubo serás quando chegares ao coração desalento.

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