segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tu que esta ai em algum canto
Sera que um dia me encontraras
Me surpreendera no espanto
Da tua alma acariciar

Tu que vives na minha cegueira
Encaixaras teus dedos singelos?
Serás tu minha companheira
Inspiração para estes versos?

Acalmaria o palpitar frenetico
Ou me mataria em beijos de dor
Me lançaria para o inferno?
Ou serias tu meu grande amor?

Venha, o que te seguras?
Não sentes minha voz te chamar com ternura
Me guia, a tua voz, o teu canto
Sempre te esperei, em meu abismo santo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



"O Arrepio que a alma expande em seu latejar pulsante
Enfeita e enrriquece os sentidos de uma mente emocional cicatrizante
Os sentidos se aquietam como o violino que se poe a chorar no instante
Pousando suas notas deslizantes no sentir da audição, brincos brilhantes
A ponte se inicia dos ouvidos até o centro da massa delirante
Trazendo sensações belas, prazerosas e até cortantes
O encontrar do deslize musical no mais fundo breu, avante
Choca-se com a esfera de luz da mente, divino constante
Em uma explosão energetica rui-se o encontro triunfante
De uma alma antiga, que se auto-encontra a todo instante"

sábado, 2 de outubro de 2010




O sopro de Venus

Entorpecido de suspiros em agitação
Meu coração é quem grita
A rosa vermelha se afloresce em plena estação
Meu peito ardente se dissipa

Oh ventos que viestes do oeste
Em meio a chuva ouço seu encanto
A goticula que contra a gravidade cai e cresce
Ecoa o latejar do meu pranto

Adormecido nos braços de Venus em fúria
Chamo, clamo pela alma das águas embalada
Um anjo em minha vida, em minha alvorada
Embarcando em minha boca escancarada

Por ti ó sentimento lindo - AMOR!
É que me despedaço em sepulcro vivo
Tu éres o motivo do meu velar noturno, do crocito - dor!
Por ti é que em sonhos, morro sorrindo!

Venha! Não sentes minha voz no teu ouvido
O sussurar do meu coração te pedindo
Venha regar esta rosa que jáz murcha
Afloresça minha primavera, meu coração, minha penumbra!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010





Melancolia Amiga

Se o silêncio ao redor sussura
O calar da euforia, da alma, te cutuca
O inverno vagante indo-se com o vento
Os neurônios em prática fervendo o pensamento

Não te assustes com a sombra que se expressa
Pois da tua luz viestes o silêncio que o cerca
O reflexo do aprendizado em vida - prossiga
Com calma a Fênix renasce de suas cinzas

Há de desfrutar os mais belos Sois
O aflorescer da primavera com as fadas em harmonia
O verão encantador; energia dos girassóis
O sorriso explodirá em tua aura - alegria!

Expresse, liberte e sinta!
Deixe que as ondas cristalinas te invada o peito
Aprecie a vida, a natureza, a arte e o respeito
Pratique o amor e viva sem medo! Amrita!

terça-feira, 20 de julho de 2010




A semente do Amor.

Te encontrei na luz do luar
Em meio as notas à dançar
Hipnotizado fiquei ao te ver
Flores a ti - irão abrochar!

Em ti avistei o mais lindo riso
Contido no voar de um passarinho
Voando por entre a cidade morta encontrei
A beleza do ar vestida de Rei

De meus pensamentos nao queres sair
Em minha vida vem me sacudir
Suspirar e arrepiar em tua presença
Ansiedade e desejos à tua ausência

Minha pele pede teu cheiro
A unha, os dedos, o cabelo
Quero-te sem nenhum segredo
Quero-te em tudo, em corpo inteiro

Venha ascender a chama que aqui se estrala
Deixe que a labareda seja cintilante
Contigo sinto o que já nao sentia antes
Adubaste meu coração, quebraste o meu gelo
Tirastes o meu sussego
Seu amor quero viver e alimentar tuas alegrias
Doce ser filho de Venus
Venha para minha vida!

sexta-feira, 28 de maio de 2010



A deusa do amor e a chaga.

Ao despertar Venus mostra tua graça
Ensolarado dia que as árvores se abraçam
Porém o frio que adormece por dentro o coração
Trazem forças para estas linhas... - decepção!

Como éres vazio sentimento tão sutil
Que deixas a mente dos homens endoidecidas
Atormentam-me tambem em vida
Como um escravo diante de tua sina

Amargura em excesso, frustração em processo
Padecer dos sentidos em meio as maravilhas
Oh vida, hoje já não sou eu quem peco
Devolva-me ao rosto o riso de minhas alegrias

Esperastes desde cedo pela noite fria
Para esconderes este coração da ferida
Não fuja do que te aflinja
A dor que sentes, há pouco, lhe dava vida!

Voe, voe! Sentimento belo e cinza
De fronte ao sol se despedaça em carnificina
Transmutado o entalar da garganta... do peito
Grite para o mundo, liberte teu desespero!

domingo, 9 de maio de 2010




O Piano

O piano soa como a Lua lá fora
A serenidade aquecida em meu peito se aflora
Entre suspiros e sonhos de um lunático
Buscando o meu caminho diante da vida, pressinto o presságio.

De doçuras e braços entrelaçados me alimento
As notas chegam em meus ouvidos junto ao vento
Trazendo o presente do sorriso na face exposto
Alegra o ser amargurado de desgosto.

Ó piano que toca lentamente
Levando-me para outros espaços fora do presente
No passado por entre minha mente se consente
Pelo futuro vejo a harmonia desta música - não se ausente!

Toques árduos mudam-se freneticamente
Com rapidez e desejo o sentimento incandescente
Que dá asas, percorre o céu vermelho demente
A lágrima e o sorriso em mim se amam loucamente!!