domingo, 9 de maio de 2010




O Piano

O piano soa como a Lua lá fora
A serenidade aquecida em meu peito se aflora
Entre suspiros e sonhos de um lunático
Buscando o meu caminho diante da vida, pressinto o presságio.

De doçuras e braços entrelaçados me alimento
As notas chegam em meus ouvidos junto ao vento
Trazendo o presente do sorriso na face exposto
Alegra o ser amargurado de desgosto.

Ó piano que toca lentamente
Levando-me para outros espaços fora do presente
No passado por entre minha mente se consente
Pelo futuro vejo a harmonia desta música - não se ausente!

Toques árduos mudam-se freneticamente
Com rapidez e desejo o sentimento incandescente
Que dá asas, percorre o céu vermelho demente
A lágrima e o sorriso em mim se amam loucamente!!

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