domingo, 2 de maio de 2010





A angústia e o vento...

O sussurro sereno e brisante
Cortante, indeciso, arrepiante
Sacode a vida e os sentidos distantes
Afloresce a chama, o amor, os amantes

A mesma brisa que se cria o ardor
Despedaça certos viveres, sem amor
Que jás frio em pleno explendor outonal
Secando como as folhas caídas naquele quintal

Mas o dia por mais frio e nublado
Entristece com o cinza, desperta para o amarelo dourado
Por mais que se feche, se cale, se martirize
A cicatriz está formando-se, novos tempos felizes

Mas por mais que o ciclo se fecunda
A falta de algo ainda me afunda
A casca que se cria impedindo a vida
Neste instante, despede-se em agonia

Andarás por entre mares e oceanos
Levando o aprendizado, o sofrimento, o espanto!
O grito libertário que sangra o ser por dentro
Porém ensina a lei da vida, o bem e o mal em pleno encantamento

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