
Insomnia I - Olhos Noturnos
Pelas noites sem fim andei
Passos quietos de pura cautela
Silêncio breu que cobre o céu da Terra
Negras agonizantes sob o despertar do Rei.
Caminhando por entre o frio que congela
Noites de crocitos, vozes na janela
A saudade do descanço que se foi aos quintos
O padecer do ser que vive nos esconderijos.
Tocando tua pele de frigidez tao crua
Estrelas cadentes, astros, a Lua
Sombra que esconde os segredos de Pandora
Bela e intocável brisa perfumada se aflora.
Euforias, gritos, relampejos
Luxúria, lábios, desejos
Águardente, vômitos, morcegos
Nostalgias, tristezas, desapego.
Confidente fostes a boca fria
Com seus martirios, verdades e mentiras
Reflexo negro do Universo em pleno infinito
Aconchegante sentimento, momento decisivo.
Por entre os demais passa despercebida
Muitas vezes alimenta o inconsciente em vida
Levando descanço e paz a outro plano
Súplicas ardentes aos santos anjos.
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