sexta-feira, 28 de maio de 2010



A deusa do amor e a chaga.

Ao despertar Venus mostra tua graça
Ensolarado dia que as árvores se abraçam
Porém o frio que adormece por dentro o coração
Trazem forças para estas linhas... - decepção!

Como éres vazio sentimento tão sutil
Que deixas a mente dos homens endoidecidas
Atormentam-me tambem em vida
Como um escravo diante de tua sina

Amargura em excesso, frustração em processo
Padecer dos sentidos em meio as maravilhas
Oh vida, hoje já não sou eu quem peco
Devolva-me ao rosto o riso de minhas alegrias

Esperastes desde cedo pela noite fria
Para esconderes este coração da ferida
Não fuja do que te aflinja
A dor que sentes, há pouco, lhe dava vida!

Voe, voe! Sentimento belo e cinza
De fronte ao sol se despedaça em carnificina
Transmutado o entalar da garganta... do peito
Grite para o mundo, liberte teu desespero!

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