sábado, 2 de outubro de 2010




O sopro de Venus

Entorpecido de suspiros em agitação
Meu coração é quem grita
A rosa vermelha se afloresce em plena estação
Meu peito ardente se dissipa

Oh ventos que viestes do oeste
Em meio a chuva ouço seu encanto
A goticula que contra a gravidade cai e cresce
Ecoa o latejar do meu pranto

Adormecido nos braços de Venus em fúria
Chamo, clamo pela alma das águas embalada
Um anjo em minha vida, em minha alvorada
Embarcando em minha boca escancarada

Por ti ó sentimento lindo - AMOR!
É que me despedaço em sepulcro vivo
Tu éres o motivo do meu velar noturno, do crocito - dor!
Por ti é que em sonhos, morro sorrindo!

Venha! Não sentes minha voz no teu ouvido
O sussurar do meu coração te pedindo
Venha regar esta rosa que jáz murcha
Afloresça minha primavera, meu coração, minha penumbra!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010





Melancolia Amiga

Se o silêncio ao redor sussura
O calar da euforia, da alma, te cutuca
O inverno vagante indo-se com o vento
Os neurônios em prática fervendo o pensamento

Não te assustes com a sombra que se expressa
Pois da tua luz viestes o silêncio que o cerca
O reflexo do aprendizado em vida - prossiga
Com calma a Fênix renasce de suas cinzas

Há de desfrutar os mais belos Sois
O aflorescer da primavera com as fadas em harmonia
O verão encantador; energia dos girassóis
O sorriso explodirá em tua aura - alegria!

Expresse, liberte e sinta!
Deixe que as ondas cristalinas te invada o peito
Aprecie a vida, a natureza, a arte e o respeito
Pratique o amor e viva sem medo! Amrita!

terça-feira, 20 de julho de 2010




A semente do Amor.

Te encontrei na luz do luar
Em meio as notas à dançar
Hipnotizado fiquei ao te ver
Flores a ti - irão abrochar!

Em ti avistei o mais lindo riso
Contido no voar de um passarinho
Voando por entre a cidade morta encontrei
A beleza do ar vestida de Rei

De meus pensamentos nao queres sair
Em minha vida vem me sacudir
Suspirar e arrepiar em tua presença
Ansiedade e desejos à tua ausência

Minha pele pede teu cheiro
A unha, os dedos, o cabelo
Quero-te sem nenhum segredo
Quero-te em tudo, em corpo inteiro

Venha ascender a chama que aqui se estrala
Deixe que a labareda seja cintilante
Contigo sinto o que já nao sentia antes
Adubaste meu coração, quebraste o meu gelo
Tirastes o meu sussego
Seu amor quero viver e alimentar tuas alegrias
Doce ser filho de Venus
Venha para minha vida!

sexta-feira, 28 de maio de 2010



A deusa do amor e a chaga.

Ao despertar Venus mostra tua graça
Ensolarado dia que as árvores se abraçam
Porém o frio que adormece por dentro o coração
Trazem forças para estas linhas... - decepção!

Como éres vazio sentimento tão sutil
Que deixas a mente dos homens endoidecidas
Atormentam-me tambem em vida
Como um escravo diante de tua sina

Amargura em excesso, frustração em processo
Padecer dos sentidos em meio as maravilhas
Oh vida, hoje já não sou eu quem peco
Devolva-me ao rosto o riso de minhas alegrias

Esperastes desde cedo pela noite fria
Para esconderes este coração da ferida
Não fuja do que te aflinja
A dor que sentes, há pouco, lhe dava vida!

Voe, voe! Sentimento belo e cinza
De fronte ao sol se despedaça em carnificina
Transmutado o entalar da garganta... do peito
Grite para o mundo, liberte teu desespero!

domingo, 9 de maio de 2010




O Piano

O piano soa como a Lua lá fora
A serenidade aquecida em meu peito se aflora
Entre suspiros e sonhos de um lunático
Buscando o meu caminho diante da vida, pressinto o presságio.

De doçuras e braços entrelaçados me alimento
As notas chegam em meus ouvidos junto ao vento
Trazendo o presente do sorriso na face exposto
Alegra o ser amargurado de desgosto.

Ó piano que toca lentamente
Levando-me para outros espaços fora do presente
No passado por entre minha mente se consente
Pelo futuro vejo a harmonia desta música - não se ausente!

Toques árduos mudam-se freneticamente
Com rapidez e desejo o sentimento incandescente
Que dá asas, percorre o céu vermelho demente
A lágrima e o sorriso em mim se amam loucamente!!

terça-feira, 4 de maio de 2010





Insomnia I - Olhos Noturnos

Pelas noites sem fim andei
Passos quietos de pura cautela
Silêncio breu que cobre o céu da Terra
Negras agonizantes sob o despertar do Rei.

Caminhando por entre o frio que congela
Noites de crocitos, vozes na janela
A saudade do descanço que se foi aos quintos
O padecer do ser que vive nos esconderijos.

Tocando tua pele de frigidez tao crua
Estrelas cadentes, astros, a Lua
Sombra que esconde os segredos de Pandora
Bela e intocável brisa perfumada se aflora.

Euforias, gritos, relampejos
Luxúria, lábios, desejos
Águardente, vômitos, morcegos
Nostalgias, tristezas, desapego.

Confidente fostes a boca fria
Com seus martirios, verdades e mentiras
Reflexo negro do Universo em pleno infinito
Aconchegante sentimento, momento decisivo.

Por entre os demais passa despercebida
Muitas vezes alimenta o inconsciente em vida
Levando descanço e paz a outro plano
Súplicas ardentes aos santos anjos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010




A Música e a Ferida

A voz que intorpece a visão
Que aguça os ouvidos, aperta o coração
A ferida que grita em meio à escuridão
Do interior de cada ser vivo, ou não...

Enche os olhos de levianas alegrias
Porém tristes risos escorrem à vista
Contorna o extremecer dos nervos pulsantes
Percorre por todo o ser, agora agonizante

As batidas já não são as do órgão negro
Que vive dentro do sentimento desalento
Que por mais fundo que seja, e viva
As rosas com espinhos que te curam as feridas

Porém ao soar da voz consoante
Muda-se o despertar do não vivante
Tornando-o intenso, foraz, atrofiante
Rasgando a derme, sangrando o órgão amante

Já despedaçado aos prantos aqui se clama
Se regenera, renasce e até encanta
Com o lírico vindo de sacerdotisas mundanas
Desperta os sentidos para mais uma dança.

domingo, 2 de maio de 2010





A angústia e o vento...

O sussurro sereno e brisante
Cortante, indeciso, arrepiante
Sacode a vida e os sentidos distantes
Afloresce a chama, o amor, os amantes

A mesma brisa que se cria o ardor
Despedaça certos viveres, sem amor
Que jás frio em pleno explendor outonal
Secando como as folhas caídas naquele quintal

Mas o dia por mais frio e nublado
Entristece com o cinza, desperta para o amarelo dourado
Por mais que se feche, se cale, se martirize
A cicatriz está formando-se, novos tempos felizes

Mas por mais que o ciclo se fecunda
A falta de algo ainda me afunda
A casca que se cria impedindo a vida
Neste instante, despede-se em agonia

Andarás por entre mares e oceanos
Levando o aprendizado, o sofrimento, o espanto!
O grito libertário que sangra o ser por dentro
Porém ensina a lei da vida, o bem e o mal em pleno encantamento

domingo, 7 de março de 2010


A Colheita

A serenidade já contida na aura
Aqui expressa sua verdadeira força
Através do pedido por entre linhas
Aquele que clama - JUSTIÇA!

Terra e céus se contraem e emanam
A desgraça que gira em torno do ser que peca
Levando todo o pagamento, a penitencia
O sofrimento e a dor dominarão teu plano

Não serás nunca como antes
Saiba onde pisa antes de sentar-se ao trono
Pois sua voz interna agora muda
Te tritura, despedaça em todo seu encanto

Onde quer que vá te acompanhará
A ferida que corroerá teu sono
Tua vida já não será a mesma
Tua alma padecerá no mesmo plano

A roda da vida gira mais uma vez
Em tres voltas ela rodará
Em tres tombos tu cairás no abismo
E será dominado pela letra do paganismo

Através do ar eu envio
A justiça que meu ser clama
Os Deuses que cuidam do meu destino
Farão com que você pague pelos atos omitidos
E através desta prece
Eu serei ouvido!


"Um fato nefasto foi cometido",
Trazendo dor a quem estava desprotegido,
Palavras de poder, versos sublimes,
Ajudem-me a vingar este crime.

sábado, 6 de março de 2010



Monotonia Solida

Batendo na porta o cheiro putrefaço
Sufocante; agonizado, inalo
O atormentador verme da tumba
A carnificina vermífera do presságio
Que chega leve, despercebida
Ao toque no coração que jás amargo
O sangue que aos poucos seca na veia
Entala o grito libertário
Os pensamentos; como larvas trituram
Sugam, rastejam, soluçam
Por entre a carne e o ser que padece
Que vive por entre os umbrários
Porém a nebulosa cinza que se cria
Leva o choque foraz da luz da vida
E aos poucos dia-a-dia se desenterra
Se decipa em meio à terra vermelha
O sorriso que em sua face dança
Ao sacolegear do vento, na rosa trepadeira
Que com a luz de Apollo se aflora
E joga sementes para a procriação agora
Como um dia as frases lidas sem querer
Que em uma semente, no coração plantada;
Há de aflorescer e germinar muitas incógnitas
Como estes rastros, entre linhas escritos, em uma folha morta
Que um dia nos forneceu o ar que alimenta a aura
Para a vivencia do ser que sobrevive...
E desesperadamente chora...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

( Sem nome - [PT I] )



Ao passar das estações
Em meu trilhar eu notava, percebia
Uma palidez sentada na esquina
Escondendo a melancolia do ser que sorria

Pobre menino dos olhos d'agua
Todos os dias avisto-o sobre minha caminhada
Pobre menino dos olhos d'agua
Quéres um lenço? Para enchugar as lágrimas? ...

Quando criança corria, sorria, até soluçava
Pobre anjo tivera cortada tuas asas
Não se deprima desta forma tao rubra e crua
Pobre menino dos olhos d'agua

A vida têm sido, tão tola, tão brava!
Dos pais não tivera importância nenhuma
Da família sequer um falso riso
Pobre menino dos olhos d'agua

Sempre em frente prossigo e reparo
Que o dia já não é mais claro - chuva
Como antes, vejo-o lá sentado
Probre menino dos olhos d'agua

Mais um lenço noturno se vai
O céu mostra a luz da vida mais um dia
O Sol renasce atravéz da janela
" -Menino triste, o que será que esperas?"

Ensolarado ao som dos pássaros
Prossigo mais uma vez a trilha que sempre faço
Mais uma vez vejo-te menino
Ora ,ora! Por que estás tão gelado?

Olho para o azul, que sobre mim se torna cinza
Desesperado procuro um sinal sequer de vida
Sob o menino só existe um lago - lágrimas!
Pobre menino dos olhos d'agua

Levanto-me e em teu lugar fico
Ali parado com teu cheiro de sangue na camisa listrada
Que triste desfecho tivestes para mim ó Sophia
Em meus olhos já sinto gotículas de agonia
Pobre menino, por que tivestes tal martírio escondido

Mas não se preocupe, meu amigo
O novo menino surgiu, bem mais aflito

Aqui ficarei, aqui eu vivo.
Pois tua imagem na mente está lançada
E meu coração já não suporta tal ardor
De viver te vendo sempre na beira da estrada
Sem ninguém, sem amor

Morto em meus braços o teu ultimo suspiro
Que carregastes as feridas do teu ser sofrido
Inundaram em meu olfato nítido;

Pobre menino dos olhos d'agua me tornei
Pobre menino dos olhos d'agua....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010




O Nômade e o Tempo


Por tempos percorri por oceanos
De águas negras, grandiosas belezas
Reflexo da vida em outro plano
Espelho oculto mundano

Por entre a Ida e a Vinda
A saudade do que não podia;
O sentimento ausente no peito crescia
A ansiedade no desespero; enlouquecia

A nostalgia do que nao vivi
A flor murcha sem vida
A alegria que nao foi sentida
O abraço sincero; desaparecia...

Cruel vida! Por que andastes às pressas
Passas-te todos os dias pela janela ao sopro do vento
Ouço teus paços baixinho atrás da porta - atento
Doce adubo serás quando chegares ao coração desalento.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010




"Keruv" ( to Menadel )


A gota da vida universal que cria
Que exala o amor e a compaixão
Escondem a existência de um ser na vida;
Por todo o caminho estendeu-lhe a mão

Energia viva desconhecida
Vindas de tempos distantes à vida
Das pirâmides até o contemporâneo
Alimentando-se de luz em outro plano

Arcanjo; belo dimensional encanto
Em meu leito lhe agradeço e clamo
Sempre cobrirás meus caminhos na ida
Na vinda e na despedida

Me envolva e me intorpeça de paz
Livre em vida eu possa caminhar
Conhecer o norte e sul, leste e oeste
Com a energia azul, liberta-me-ei atravéz da prece

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010









Escudo e Aço I

A pele que antes; fria e sem ardor
Cuspia o enxofre murcho, a alma sem vigor
Hoje queima em pleno esplendor de luzes vivas
O ser que habita a minha sina; hoje ensina

Guardioes e protetores da luz; calor
Guiando-me por entre o orvalho que cresce em minha Janela
Que por mais que a ausencia, a matéria seja incolor
Corro e percorro por atrás dela - amor

Hoje devagar prossigo - pois já tive pressa
Aos poucos vou me limpando do limbo cru que a vida propera
Perdido vaguei por mil quimeras
De sonhos! ilusoes, amores? - nao tenha pressa!


Escudo e Aço II

Em frente a todo este espetáculo
Poderás nao entender-me ó palhaço
Aqui onde me regenero; minha sorte sou eu quem faço
Não venha tentar sucumbir-me; farei-o em pedaços!
Cuidado, pois de tanto martírio que tive, hoje já não caio

Em meu lado direito: A Sabedoria - pergaminhos dourados!
Em meu lado esquerdo: A Força - deceparei-o às mãos, a vingança, os escárnios!
Em minha frente: A Evolução - A pirâmide que em meu ser sustente!
Em minhas costas: O Arcanjo - Às asas de um lunático.

domingo, 31 de janeiro de 2010



















A lei mais elevada é agora o ensinamento.
Cuida bem dos seus actos, palavras e pensamentos.
Muitos seres podem ouvir, e espíritos, saber a maldade que você tanto procura esconder.
Então gire a roda do ano; deixe o tempo passar, viva cheio de amor e não deixe o medo imperar. Essa antiga sabedoria eu transmito e vou além:
" Faça o que quiser, mas não prejudique ninguém."
Tenha cautela igualmente com a segunda lei, pois tudo o que vai volta, isso é o bem sei.
A roda continua girando, três vezes vai girar, ninguém pode enganá-la ou dela algo ocultar. Busque a harmonia, o equilíbrio e a auto-estima, pois como é embaixo, é assim também em cima. Deixe brilhar a sua luz interior e que todo mundo a veja, se é isso o que você quer, então que assim seja!





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
















"O homem é um imã, e cada detalhe de suas experiências aconteceram porque ele as atraiu." Elizabeth Towne

domingo, 24 de janeiro de 2010



















Llorando con lá esperanza

O sol brilha mais uma vez
No espelho vejo a palidez
Que mostra a face verdadeira
Das feridas do meu ser

O sorriso que o lábio lança
Não engana sequer uma criança
A mágoa que dorme em meu peito
Acorda para a última dança

Melancolia; aos poucos o céu vira cinza
Em meio a vida me perdi em teias
Hoje minha tristeza renasce - sofro...
E morre ao som da chama ultravioleta

Fecho os olhos do meu ego
Aos poucos me degelo
Sinto a serenidade ainda viva
A CHAMA em meu ser ainda grita!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

















Flor do Oeste

Ventos do Leste me levem até ela
Cuja alma bela, sinto o odor da primavera
Palidez macia, inocencia de pura melancolia
Provar do mel que escorre d'entre tuas pernas
Saborear os lábios vermelho-maçã de minhas quimeras
Te conduzir ao intenso amor de um ser que espera
Que a tua ausencia aos poucos o desespera
Doce donzela! Olhar malvado - tão bela!
Apreciar-te ei como às estrelas
E em meu oceano te levarei ó sereia
Dos teu calafrios quero alimentar-me
Da tua presa enfincada em minh'alma
Doce escarlate!





















Liberdad

Adeus! Minha Treva!
Com minha luz prossigo minha trilha
Sem mais dor, com amor
Desprenda-se da armadilha

Terra, Fogo, Água, Ar
Como os celtas um dia, ei de clamar!
Minha existência hoje tranquila - viva!
Os 7 mares da vida irei desfrutar

Espectro vagante - perigo constante!
Teu caminho tu há de encontrar
Purificar todo este cheiro putrefaço
Forças divinas desfaçam este laço!

Ao amanhecer dos dias já não me espanto
Pouco a pouco não vejo mais o pranto
Que me engasgava e torturava vidas antes
Sentimentos sujos hoje adormecem distantes

A essência do hoje brilha em meus dias crus
Lembro-me do passado flagelante - infernal!
Que hoje são lembranças, flores que enfeitam minha cruz
Com serenidade e paz, prosseguirei a trilha imortal!

domingo, 3 de janeiro de 2010



















Voz da Cura

Oh fada das vestes douradas
Em pleno fim ouço teu canto
Desalento pouco me espanto
Me adormeço em tuas asas

Voz divina abençoada
Da luz da Lua faz-se tua espada
Guerra santa condenada
Escuridão caída, alma revigorada!

Vermelho e Branco, Terra e Água
A cura da voz ensolarada
Ferida da alma que cicatriza
Sem mais dor, liberte-se para a vida!