
Monotonia Solida
Batendo na porta o cheiro putrefaço
Sufocante; agonizado, inalo
O atormentador verme da tumba
A carnificina vermífera do presságio
Que chega leve, despercebida
Ao toque no coração que jás amargo
O sangue que aos poucos seca na veia
Entala o grito libertário
Os pensamentos; como larvas trituram
Sugam, rastejam, soluçam
Por entre a carne e o ser que padece
Que vive por entre os umbrários
Porém a nebulosa cinza que se cria
Leva o choque foraz da luz da vida
E aos poucos dia-a-dia se desenterra
Se decipa em meio à terra vermelha
O sorriso que em sua face dança
Ao sacolegear do vento, na rosa trepadeira
Que com a luz de Apollo se aflora
E joga sementes para a procriação agora
Como um dia as frases lidas sem querer
Que em uma semente, no coração plantada;
Há de aflorescer e germinar muitas incógnitas
Como estes rastros, entre linhas escritos, em uma folha morta
Que um dia nos forneceu o ar que alimenta a aura
Para a vivencia do ser que sobrevive...
E desesperadamente chora...
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