
O sopro de Venus
Entorpecido de suspiros em agitação
Meu coração é quem grita
A rosa vermelha se afloresce em plena estação
Meu peito ardente se dissipa
Oh ventos que viestes do oeste
Em meio a chuva ouço seu encanto
A goticula que contra a gravidade cai e cresce
Ecoa o latejar do meu pranto
Adormecido nos braços de Venus em fúria
Chamo, clamo pela alma das águas embalada
Um anjo em minha vida, em minha alvorada
Embarcando em minha boca escancarada
Por ti ó sentimento lindo - AMOR!
É que me despedaço em sepulcro vivo
Tu éres o motivo do meu velar noturno, do crocito - dor!
Por ti é que em sonhos, morro sorrindo!
Venha! Não sentes minha voz no teu ouvido
O sussurar do meu coração te pedindo
Venha regar esta rosa que jáz murcha
Afloresça minha primavera, meu coração, minha penumbra!
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