quarta-feira, 16 de dezembro de 2009















Amargo

Por mais que reste esperança
Sinto o gosto da repugnancia
Que aos poucos me mata de ansia
Antes que minha treva sobrecosture esta aliança!

Ouço falas, risos, vejo pessoas
As quais ao meu redor se estremecem tolas
Um insignificante gesto singelo
Uma inferioridade, um flagelo

Quanto mais a angustia em meu peito cresce
Do outro lado minha luz se fortalece
O fim está proximo
O salmo da última prece

Acenda um cigarro, pobre ser desonrado
Petrificado pela ira que envaidece tantos
A vida que morre em meio aos amargos
Cuspes de pobres seres desumanos.

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