domingo, 13 de dezembro de 2009














Bella morta

Viestes tao calada
Sem rima, sem nada
Teu silêncio me causa arrepios
Doce donzela. Oh fada!

Voou por entre minh'alma
Deixando o sujo de suas asas
Que sangram eternamente em vida
Pobre donzela dilacerada

Tua voz já não se ouve o timbre
Tua asa foi arrancada
Em gestos brutos da vida
De um amor que hoje é o nada

Mera ilusão vazia
Que a guiou por maior parte em descida
Escorrendo junto à lagrima
Que adubou o coração da donzela
Que hoje jáz enterrada

Sob a terra ainda soluça
Uma morte que vive às astúcias
De sentimentos belos - Oh,luz!
Poupe-se do peso da cruz

Morta-viva agonizante
Que em meio à chuva que cai distante
Traz a intensidade de uma vivida ilusão
De um sonhador cansado, assassinado pelo próprio coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário