
Bella morta
Viestes tao calada
Sem rima, sem nada
Teu silêncio me causa arrepios
Doce donzela. Oh fada!
Voou por entre minh'alma
Deixando o sujo de suas asas
Que sangram eternamente em vida
Pobre donzela dilacerada
Tua voz já não se ouve o timbre
Tua asa foi arrancada
Em gestos brutos da vida
De um amor que hoje é o nada
Mera ilusão vazia
Que a guiou por maior parte em descida
Escorrendo junto à lagrima
Que adubou o coração da donzela
Que hoje jáz enterrada
Sob a terra ainda soluça
Uma morte que vive às astúcias
De sentimentos belos - Oh,luz!
Poupe-se do peso da cruz
Morta-viva agonizante
Que em meio à chuva que cai distante
Traz a intensidade de uma vivida ilusão
De um sonhador cansado, assassinado pelo próprio coração.
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