domingo, 13 de dezembro de 2009




















Sonho só

Se uma lágrima as pálpebras me inunda
Se um aperto no peito me estremece
Há ainda de haver forças
Para os sonhos que ali se aquece

O que me resta - Oh pobre ser!
É esta saudade do que nao vivi
Como um punhal em meio à carne podre
De algo que já não queima ali

A nostalgia da verdade
De viver, da sinceridade
Da fraternidade, da união
Vêm à tona em meio as lagrimas
Que molham minha face desde então....

Mas aqui é onde o sonho grita
Fazendo brilhar a existência maldita
De um pobre nômade-dos-sonhos
Que em pobres linhas deixa a vida

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